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A nova era das marcas

Vamos entender a nova dinâmica do mercado e como adaptar as marcas para a nova era?

 

Ao pesquisar sobre o que está por trás das marcas que vem se destacando, identifico que fatores como cultura da empresa, valores, interesses, senso de propósito e conexão com os clientes estão influenciando positivamente esses negócios.

 

Para mergulhar nesse assunto, é preciso dar um passo atrás e aceitar que “estamos em fase de transição para uma nova era. Para alguns já é uma realidade, para outros ainda vai começar. Enquanto isso, pessoas e marcas se dividirão entre velho e novo mundo. Ninguém sabe as respostas, mas todos são livres para buscá-las. Afinal, questionar e duvidar fazem parte deste momento. Mas uma certeza é garantida: nenhuma empresa sobrevive descolada das aspirações contemporâneas. A inovação nunca existirá se estiver desalinhada com os ideais de uma época.”  –   Box 1824 | Valdir de Oliveira Jr.

 

É preciso, então, estar atento a esse novo momento. Se apegar às fórmulas de sucesso que “sempre funcionaram” pode ser arriscado.

 

Concordo que muitos modelos de negócio ainda funcionarão nesse formato. Ao mesmo tempo, confio na ideia do Peter Druker de que “o maior perigo para as organizações em tempos turbulentos não é a turbulência em si, mas agir com a lógica do passado”.

 

Vamos entender essa nova era e como isso impacta nas marcas?

 

O novo mercado está centrado no cliente. Contudo, não basta apenas descobrir e conhecer quem são esses clientes. É preciso ajudá-los a se tornarem as pessoas que eles querem ser, pois as escolhas que eles fazem e os produtos que compram moldam as suas identidades. 

 

Os clientes de hoje, conforme Marty Neumeier, querem mais que produtos, mais que recursos, mais que benefícios e mais que experiências. Hoje eles buscam significado e um sentimento de pertencimento ao se relacionarem com determinada marca. Eles querem controle criativo sobre suas histórias de vida.

 

E, dentro dessa mesma perspectiva, está se desenvolvendo uma nova geração muito mais preocupada e consciente sobre os impactos e com o meio em que vivem. Pessoas mais humanizadas, em que a confiança precisa ser conquistada e não mais imposta.

 

O que vemos nessa nova era, são marcas mais humanas, mais próximas dos seus clientes e fornecedores. Empresas que já entenderam a nova dinâmica do mercado e assimilaram que o viés humano está acima de qualquer negócio e, desse modo, se preocupam com algo além de ganhar dinheiro e se dedicam a um objetivo compartilhado.

 

Marty Neumeier defende no seu livro mais recente que “as pessoas não compram marcas, elas unem-se às marcas. Elas querem um voto no que é produzido e como é entregue. As pessoas estão dispostas a arregaçar as mangas e a ajudar, não só promovendo a marca entre os seus amigos, mas contribuindo com conteúdo, oferecendo ideias e até vendendo produtos ou serviços”.

 

Pense, por exemplo, na Patagônia, empresa de roupas e equipamentos para atividades ao ar livre. Essa marca é um exemplo claro de que o nível de autenticidade, paixão e conexão pessoal com um propósito cria uma atmosfera saudável e legítima para a marca.

 

Diversas escolhas e ações acompanham a empresa no seguinte propósito: Construa o melhor produto, não cause danos desnecessários, use os negócios para inspirar e implementar soluções para a crise ambiental.

 

O fato de existir uma crença em alcançar algo maior e, ao mesmo tempo, ser uma organização bem sucedida e lucrativa, faz com que consumidores, parceiros e fornecedores sintam essa coesão e tenham um senso de pertencimento e engajamento com a marca.

 

Diante disso, seja autêntico. Uma marca com propósito gera significado, energia e motivação. 

 

É isso que você busca cultivar nos seus consumidores?

 

Marcas que sustentam verdades prosperam. E, agora? Para finalizar, neste texto trazemos mais informações sobre consistência e estratégia de marca.

 

 

 

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